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LineUP entrevista Rafael Ortolan, 3º Colocado no BSOP Millions 2017 e prepara surpresa para o final. Confira!

O ano de 2017 vai chegando ao fim, mas com certeza deixando muitas emocionantes histórias para o Poker nacional. Esse foi mais um ano onde o Poker mostrou toda sua força, seu crescimento e a forma incrível com que virou uma paixão nacional. Nós do LineUP ficamos muito felizes de participar desse momento de forma tão intensa e presente.

E para coroar nosso trabalho constante em ajudar as pessoas a alcançarem seus objetivos dentro do mundo do Poker, tivemos o prazer de ter um aluno tirando 3º lugar no BSOP Millions e levando para casa quase meio milhão de reais. Na entrevista abaixo você pode conhecer um pouco mais sobre Rafael Ortolan e sua trajetória no jogo até esse monstruoso resultado

  

Para gente começar a entrevista fale um pouco sobre você, quantos anos tem, onde mora e o que faz atualmente?

“Tenho 21 anos, sou do interior do Mato Grosso, Campo Novo do Parecis. Sou empresário. Com o Poker eu comecei há dois anos, desde o início eu comecei estudando, quando comecei com o jogo já procurei me informar melhor, ir atrás de conhecimento, sempre procurando ter os melhores como referência.

Já fui atrás de coachs e cursos que me ajudaram muito mesmo! Meu primeiro ano foi excepcional, não tenho do que reclamar, tive muitas vitórias, muitos bons resultados, consegui cravar alguns torneios nesse meu primeiro ano jogando com jogadores bem experientes aqui do estado e da região e a partir da minha primeira cravada foi da onde veio a minha maior inspiração, fui atrás de conhecimento e não parei de estudar. A partir daí, o jogo começou a fluir, sempre me mantendo entre os melhores, sempre me mantendo com bons resultados, e isso me incentivou muito a continuar na estrada.

2017 é o segundo ano (jogando poker) e esse ano não foi como ano passado, no decorrer do ano, digo. Tive um começo do ano muito bom onde cravei um High Roller e depois desse High Roller, só traves… Consegui estar sempre em ITM, me dediquei um pouco mais ao cash game também nesse ano onde tive bons resultados e, do meio do ano para cá, me aprofundei ainda mais nos estudos, comecei a fazer bastantes reviews de mãos e me preparei bastante, desde o início do ano vim focado para o BSOP Millions, sempre estudando e com foco principal no BSOP Millions mesmo.

Ainda não sou profissional, mas vou correr atrás agora para tentar me profissionalizar pra entrar em 2018 já indo atrás da minha carreira. E vamos lá, 2018, se Deus quiser, vai dar tudo certo.”

Foi a 1a vez que jogou o BSOP?

“Não, esse foi o segundo BSOP que eu participo, participei do Millions ano passado e esse agora.”

Sobre o torneio, em que momento pensou “Agora vai!”? Rolou alguma mão decisiva ou foi construindo seu stack aos poucos?

“Então, não tem nenhum pot decisivo, uma mão decisiva, um pot muito grande onde eu consigo construir o meu stack rapidamente, sempre foi de pouco a pouco, sempre remando ali, como se diz. O interessante desse BSOP pra mim no Main Event é o seguinte:

Todos os dias, dia 1, dia 2, dia 3 até o dia 4, todos esses dias eu consigo construir um stack muito confortável durante todo o dia e nas últimas mãos eu sempre acabo perdendo bastante ficha. No dia 3 para o dia 4, se não me engano, tem uma mão que eu abro JJ e o Kowalski me “3beta”, quase all-in, deixa 5bb para trás, aí todo mundo folda eu vou de all-in e ele dá call, ele tem 44 eu tenho JJ, ele segue e eu perco um pot de 1,8kk fichas, logo depois eu perco mais um pot de 2kk onde eu tenho duas pontas, duas overs e não bate, isso tudo no final do dia. Eu acho que até não dá pra reclamar sabe? Se tivesse uma hora pra escolher pra eu perder essas fichas, eu acho que teria escolhido realmente no fim desses dias, pois aí eu não tiltava, consegui sempre manter a minha cabeça no lugar, passava um pouco e acabava o jogo, ia pro hotel, conseguia me concentrar e voltava totalmente renovado.

Chegava no outro dia, eu conseguia sentar 100% focado, mentalizado, recuperar aquelas fichas e construir um stack novamente muito saudável. E ai todas as vezes que eu sentava na mesa e conseguia jogar meu A game eu sempre pensava “Cara, é só continuar assim, sem tilt, manter a cabeça no lugar, focado que a gente chega lá.” e foi isso, tiveram alguns pots também onde eu blefo até river em posição e os colegas largam dando showdown, ganhando onde eu me sinto muito confiante e nisso eu mantenho meu A game, o jogo flui e a gente vai pra mesa final.”

Como foi a emoção de ter seu nome chamado ali na hora da mesa final? Acredita que conseguiu manter o seu melhor jogo nos momentos decisivos da FT?

“Ser chamado na mesa final do BSOP Millions é algo indescritível, é a realização do sonho de qualquer pessoa, de qualquer jogador que sabe a grandeza que esse torneio é. Logo que me chamaram parecia que eu estava em um sonho só que na hora que eu sentei na mesa já coloquei o pé no chão e falei “Não, agora é a hora de trabalhar, focar mais do que nunca e vamos pra cima, com muita fé, muito confiante e muita alegria no coração.” Cheguei na mesa short stack, eu era o short stack da mesa, logo no início eu consegui a dobra e a partir daí consegui voltar pro jogo, ter jogabilidade e fazer o meu melhor.

Consegui sim manter meu A game nos momentos mais decisivos, sempre jogando mão após mão sem deixar com que mãos passadas interferissem na mão atual  ou nas próximas mãos e sempre com muito foco, cabeça no lugar e dando sempre o meu melhor.”

Você foi aluno do LineUP 2.0 certo? Como avalia a importância do curso na sua evolução? Você se deparou com algumas situações discutidas durante o curso no torneio?

“Sim, fui aluno do LineUP. Com certeza esse curso teve grande importância, foi um diferencial nesse meu torneio, me deparei com várias situações discutidas durante o curso, principalmente sobre blocking bet, squeeze, usei muito dessas ferramentas onde eu conseguir aprimorar bastante com o curso e, com certeza, o curso teve grande importância mesmo nesse torneio.”

Quais são seus planos futuros em relação ao Poker?

Bom, pretendo me profissionalizar agora em 2018, tive algumas propostas de alguns times, pra conseguir pegar mais experiência e sempre estar em constante evolução porque o jogo não para, você não pode parar no tempo, tenho muita fome de conhecimento, sou novo, sempre sempre sempre quero estar estudando, sempre estou estudando, sempre buscando mais informações, sempre tentando melhorar meu jogo e com certeza esse ano de 2018 vai trazer muitas vitórias, muitas felicidades e com fé em Deus vai dar tudo certo.”

 Agora a pergunta que todos sempre querem saber, o que pretende fazer com a nota preta (R$446k) que recebeu e como foi a comemoração aí em MT dos amigos e da família?

Esse dinheiro eu vou aplicar da melhor forma possível, vou fazer alguns investimentos seguros e que me tragam retornos lucrativos, parte dele será como meu bankroll para que eu possa jogar tranquilo, confortável os próximos torneios e investir na minha carreira também.

A comemoração aqui na minha cidade foi incrível, não só da minha cidade como no Estado, quando eu cheguei na capital eu já fui recebido com muitos aplausos e a galera me parabenizando, me dando muitos abraços. Foi uma festa muito linda, na minha cidade também, quando eu chego na minha casa está todo mundo me esperando com muita alegria, muita felicidade no rosto, foi uma emoção indescritível mesmo, uma coisa que só quem passa que sabe, mas felicidade é o que resume tudo.

Para encerrar, qual dica você deixa aqui para turma que está começando e sonha com uma mesa final e uma premiação como essa?

“A dica que eu deixo pra quem está começando e sonha em fazer uma mesa final como essa é que sempre estejam em busca de evolução constante, sempre com muita fome de conhecimento, muita fome de sabedoria, sempre procure evoluir o seu jogo dia após dia, nunca deixe aquele pensamento de que você é bom o bastante e que não precisa estudar agora, esse tipo de pensamento. Isso só vai te atrasar isso só vai te levar pro fundo, sempre pense, sempre seja confiante, tenha autoconfiança. Nunca pense “Ah, será que eu consigo?”, pense assim “Eu consigo, eu sou capaz e eu vou atrás!” mas para isso saiba que você precisa realmente ir atrás, você precisa se esforçar, você precisa trabalhar, você precisa estudar pra isso. E nunca deixe de sonhar, sempre sempre sempre sonhe, se não deu a primeira vez, tente a segunda, se não deu tente a terceira, se não deu, tente a quarta e assim por diante, um dia você chega lá e será recompensado por todo o seu esforço, por todo o seu trabalho.”

Aproveitando a pergunta sobre o seu futuro no jogo, você quer entrar para o time do LineUP?

“Não tem como recusar uma proposta dessa, Raul Oliveira, Chenaud e Bruno Foster no comando é a realização de mais um sonho, chego a me emocionar de verdade. Até tinha conversado com o Chenaud, cheguei a jogar com o Chenaud uns dias lá e conversei com ele e tinha até brincado com ele “Ó vou esperar o convite” e pô, de verdade de coração, muito obrigado, com certeza, com certeza quero fazer parte sim do time e quero aprender e crescer, evoluir, junto com vocês. Pô, estou muito emocionado, me pegou de surpresa aqui irmão, obrigado, de verdade, de coração.”

A equipe LineUP Poker agradece Rafael Ortolan, que gentilmente concedeu esta entrevista por áudio.

É com muita alegria que damos às boas-vindas à Rafael ao time LineUP. Ele disse siiimm!

Agora, Rafael Ortolan é LineUP Poker!

 

Não seja preguiçoso!

A evolução no poker não passa por um modelo de aprendizado preguiçoso. Ainda que você compreenda bem isso, muito provavelmente não está agindo de acordo, nas mesas.

O poker evoluiu muito rapidamente nos últimos cinco anos e já não há mais espaço para o jogador talentoso e desleixado se sobressair sobre seus adversários. Haverá ainda menos espaço, para esse perfil de jogador, nos próximos anos. Para aqueles que ainda não ocupam um lugar ao sol e querem fazê-lo, o trabalho deve ser ainda mais dedicado e metódico.

O que me levou a falar sobre isso, neste artigo?

Depois que eu comecei a minha trajetória como instrutor de time e professor de cursos de poker, pude notar claramente essa lacuna no aprendizado dos jogadores – tratar o geral como específico e o específico como geral.

O poker é um microssistema da vida, logo quão mais minucioso e detalhista você for nas suas análises, maiores serão suas chances de encontrar uma melhor decisão subseqüente.

Um exemplo claro dessa generalização preguiçosa, que muito atrapalha a qualidade das decisões dos jogadores menos dedicados, é tratar todo “fish” como uma coisa só.

Acho muito curioso como diversas decisões com fundamentos equivocados, são justificadas com “o adversário era um fish, então eu optei por…”
“Dei esse call no River porque o cara era “fish” e jogava toda mão”
Essa análise pobre pode prejudicar absurdamente a qualidade das suas decisões e também a sua evolução no poker.

Quando você rotula um jogador como fish, é fundamental que você categorize ele. Siga observando atentamente o seu comportamento objetivando enxergar padrões, porque ele pode ser fish por jogar muitas mãos marginais, porém não blefar nunca o River (a segunda ação não é uma consequência natural da primeira). Ele pode ser fish por pagar todos os 3bets, ou ainda por não defender o Big Blind numa frequência mínima satisfatória. Pode ser fish porque paga muito e aposta pouco, ou por apostar sempre o pot em todas as streets. Enfim, não dá para você rotular o cara como fish e ficar satisfeito com essa qualificação. É muito pobre e não atende as suas necessidades para tomar decisões melhores.

O outro lado da moeda também ocorre bastante- generalizar eventos específicos e tratá-los como verdade absoluta.

Exemplo: você da raise e toma dois 3bets seguidos do mesmo oponente. Imediatamente já rotula o cara como super agressivo que 3beta bastante light etc sem levar em conta que o cara pode ter recebido duas mãos de grande valor.

Esse rótulo indevido vai lhe custar lá na frente uma decisão importante, porque você vai interpretar mal a pessoa por pura preguiça de analisar o cenário com uma profundidade maior. Seguir observando o comportamento do adversário é fundamental nesse processo de conhecimento.

É preciso fazer mais, muito mais que isso. Há de se fazer notes o mais específicas possíveis para otimizar suas decisões contra todo adversário que enfrentar. Jogue menos mesas e se acostume a fazer notes com essa qualidade. Você vai perceber como o seu ajuste em relação a cada adversário vai melhorar consideravelmente.

É muito importante você analisar com precisão e depois concluir qual a melhor solução para esse comportamento do adversário. Jamais contentar-se em estabelecer padrões a partir de rótulos empregados de forma preguiçosa, sem nenhuma responsabilidade. Não seja o cara que justifica seu insucesso pela incapacidade do outro de entender suas jogadas. Se as suas decisões não vem trazendo resultados positivos, tenha certeza que você tem bastante espaço para melhorá-las e a solução para isso não passa por reclamar da jogada dos adversários ou rotulá-los como fishes.

Em cada rótulo de fish, existe um ser humano por trás, carregado de peculiaridades que o definem. Mergulhe no mundo desse adversário e tome melhores decisões a partir de ajustes cirúrgicos. Desenvolva empatia para respeitar esse cara, compreendê-lo melhor e se ajustar a ele com maior precisão.  Acima de tudo, respeite a abordagem do fish com o poker. Ele também pode te ensinar algumas linhas extremamente interessantes.

Mãos à obra e nos vemos no pano.
Abraços,
Chenaud.
#pokernossavida
🚀🚀

Não tenha um plano B para os seus sonhos!

Em Março de 2008 eu tranquei minha faculdade de direito no nono semestre e não foram poucos os que me chamaram de louco, irresponsável, imaturo… por fazê-lo. À época, eu tinha uma coisa clara na minha mente: não fazia nenhum sentido, eu comprometer muitas horas do meu dia dedicando-me a algo que não estava alinhado com o meu sonho: ser jogador profissional de poker. Aquelas horas pareciam muito mais tempo perdido do que investido.

Esta, no entanto, não foi uma decisão que tomei por impulso. Não foi algo que aconteceu do dia para a noite. Eu esperei 2 anos para bater o martelo. Foram 2 anos estudando, praticando e ganhando no poker, enquanto cursava a faculdade de direito. Depois de passar por esse período, ganhando consistentemente, é que eu resolvi trancar o curso e ir “all in” no poker. Era a decisão mais importante da minha vida.

Felizmente, eu escutei o meu coração e tomei a direção certa. Ao longo do caminho, contudo, não foram poucas as vezes em que eu questionei a minha capacidade de prevalecer sobre meus adversários e viver do jogo. Ainda mais frequente foram as vezes que pensei em abandonar minha carreira e seguir outro rumo- um mais seguro, que não me
exigisse tanto e que me proporcionasse uma vida mais normal, com direito a passar os fins-de-semana com meus amigos.

Se eu contar para vocês um dos fatores mais importantes que me fizeram permanecer e seguir em frente, lutando contra as adversidades e superando desafios, certamente hei de deixá-los boquiabertos: eu não tinha um diploma na minha parede. Sim, meus caros, não ter essa peça tão valorada pela sociedade, salvou minha carreira.

O diploma, que para muitos, representa o início de um sonho, possivelmente seria o fim do meu, em diversos momentos. É sempre muito mais fácil desistir do que seguir em frente, destruir a construir… a carreira de um jogador de poker é das mais difíceis que eu conheço. Ela é tão difícil que muitos chegam a considerá-la impossível.

Uma lição valiosa que aprendi trilhando a carreira de jogador profissional é um velho clichê: nunca desista! Pude, então, entender claramente o porquê dos clichês se desgastarem. A meu ver, eles são conhecimentos tão valiosos que as pessoas compreendem, repetem e defendem, exaustivamente, sem jamais colocá-los em prática. Apenas alguns poucos o fazem e estes são recompensados por seus esforços.

Seguir em frente, sem jamais desistir! Como fazê-lo quando se tem um plano B aguardando-o para ser implementado naqueles momentos mais difíceis? Momentos estes, que são a chave para realizar grandes feitos, já que superá-los é um fator decisivo nesse processo de evolução rumo a consecução dos nossos maiores objetivos.

Quando se tem um plano “B”, é muito mais cômodo trocar as noites em claro e as lágrimas de dor que forjam o nosso caráter, pelas facilidades de um novo recomeço. A má notícia é que esse novo recomeço vai atingir o estado evolutivo que você agora se encontra nessa atividade “A”. Neste momento, você então buscará um plano “C”, um “D”, até acabar com todas as letras do alfabeto sem terminar coisa alguma, ficando pelo caminho, furtando-se a viver, sendo mais um na multidão.

Sou muito grato por ter vivido tantas adversidades na minha carreira como jogador por que são as cicatrizes dessas batalhas que marcam a minha alma e revelam quem eu sou. Se o caminho fosse reto, haveria menos escuridão e menos luz também. Prefiro, contudo, percorrer os caminhos dos extremos para um dia, quem sabe, alcançar o palácio da sabedoria e compartilhar minha experiência com as gerações futuras, fazendo a roda girar.

Um grande abraço e até a próxima,
Chenaud.

#PokerNossaVida

Heróis são forjados na dor!

Quando eu era criança, tinha o hábito de ler estórias de super-heróis. Ficava fascinado com aqueles personagens incríveis que ganhavam vida nos quadrinhos. Eles me inspiravam, me faziam sonhar, me desafiava a imitá-los…

À medida que eu fui crescendo, pude entender melhor o porquê de eu achar aqueles personagens tão incríveis e o papel que eles tiveram na minha formação. Sim, eles me educaram! Com louvor, eu diria.

Havia algumas características comuns a todos os super-heróis que eu lia nos quadrinhos: super-poderes, desafios tidos como impossíveis de ser alcançados, adversários que eram muito mais fortes do que eles e o principal: DOR. Havia muita dor em suas trajetórias.

Super-heróis são forjados na dor. São incompreendidos, até mesmo por aqueles beneficiados por sua ajuda. A polícia os via como inimigos e queria prendê-los, a população os enxergava como uma grande ameaça ou aberração. Mesmo com todas essas condições adversas, mesmo se sentindo incompreendidos, eles não hesitavam em cumprir sua missão. Isso não era negociável.

Você deve estar se perguntando aonde eu quero chegar com essa conversa toda. Pois bem, agora eu te conto.

Quando se trata de exercer a sua individualidade em um mundo que cultua o padrão, você precisará desenvolver as características de um super-herói. Você terá que aprimorar suas habilidades a ponto delas serem confundidas com super-poderes. Haverá de ser resiliente para seguir lutando diariamente para cumprir a sua missão, ainda que o mundo inteiro não compreenda ou te ache um completo idiota por acreditar que ela é possível.

Acredito que todo mundo que um dia tenha sonhado em ser jogador profissional de poker, compreenda bem a mensagem dessa história. As adversidades são muitas, elas parecem não ter fim, seja dentro da mesa ou fora dela, quando a sociedade questiona sua escolha de vida.

Eu tive que vencer muitas barreiras pra poder seguir o meu sonho de viver a carreira de um jogador profissional. Não estou aqui estimulando você a fazer o mesmo, mas definitivamente estou incentivando-o, caso este seja também o seu sonho, a lutar com todas as suas forças para realizá-lo. É disso que a vida é feita: escolher o seu caminho e cumprir a sua missão. Os super-heróis entendem bem isso.

Quando você se olhar no espelho e ver um herói, não se espante! Certamente você está vivendo o seu caminho e não aquele que escolheram pra você. E a jornada, apesar de muito dura, é maravilhosa, uma grande aventura! A sua coragem de vivenciá-la fará com que saboreie a vida como alguém que realmente viveu. Do seu jeito, à sua maneira… e quando estiver velhinho vai contar pros seus netos as aventuras incríveis da sua jornada, ao invés de aconselhá-los com o coração cheio de culpa a fazer aquilo que um dia você teve a oportunidade, mas lhe faltou coragem para fazê-lo.

Para o alto e avante super-heróis!
O mundo precisa de vocês!
Não se esqueçam que a dor é a sua maior aliada no processo de evolução, jamais uma inimiga.

Afinal de contas, super-heróis são forjados na dor.

Um grande abraço e nos vemos nas mesas.
Chenaud.
#PokerNossaVida

[Parte 2] RANKING SISTEMA LINEUP DE ENSINO 2.0

Faaala LineUPPers, tudo jóia?

Hoje trazemos aqui o resultado do Ranking das 3 últimas semanas do Curso Sistema LineUP de Ensino 2.0 e o resultado do Ranking Geral que premiou os 10 melhores colocados na soma de todos os módulos.

É uma grande alegria compartilhar a conquista dessa galera, afinal, a maioria dos premiados no Ranking ‘freerolaram’ o Curso, ou abateram boa parte do investimento inicial com o prêmio conquistado no nosso Ranking.

Agradecemos mais uma vez todos que estiveram com a gente na 2ª Edição do Sistema LineUP de Ensino e já convidamos todos para a nossa próxima maratona de aprendizado, que será o LineUP Coaching Limited, mas ATENÇÃO!!! Como o próprio nome já sugere, as vagas são limitadas, por isso, reserve a sua o quanto antes pois o LineUP Coaching Limited tem apenas 60 vagas!

Vamos ver agora quem forrou no Ranking do Sistema LineUP de Ensino!

 

Abaixo, a lista dos premiados por módulos. Parabenizamos todos que se dedicaram ao Curso, especialmente os que chegaram no pódio e conquistaram os prêmios:

4ª Semana
1º Lugar •  Jhonatas
2º Lugar • Alvaro Junior
3º Lugar • Richard Venturin

5ª Semana
1º Lugar • Marcio
2º Lugar • Matheus Carvalho
3º Lugar • Mariana Favero

6ª Semana
1º Lugar • Felipe Velludo
2º Lugar • Gregory Elster
3º Lugar • Renato Loes

 

Aqui a lista dos Premiados no Ranking Geral! Parabenizamos a todos, especialmente o Grande Campeão Gregory Macedo!
Uma ressalva importante é que aqui no blog e na arte, ilustramos a lista com 6º e 7º lugar, para não parecer confuso, mas os alunos Marcio Dovalibe e Giovane Kuhn empataram em pontos, dividindo assim entre eles os prêmios do 6º e 7º lugar.

Premiados no Ranking Geral
1º Lugar • Gregory Macedo
2º Lugar • Joao Borsoe
3º Lugar • Felipe Velludo
4º Lugar • Paulo Dantas
5º Lugar • Francisco Nogueira
6º Lugar • Marcio Dovalibe
7º Lugar • Giovane Kuhn
8º Lugar • Renê Kluger
9º Lugar • Diogo Alves
10º Lugar • Renan Mattos

É isso aí, estamos imensamente felizes com o retorno dos alunos sobre o Sistema LineUP 2.0. Mais uma vez, recebemos feedback positivo sobre o conteúdo, a dinâmica e tudo mais. Muito obrigado a todos que estiveram com a gente nessa jornada.

Esperamos todos na próxima e desejamos um bom jogo, sempre!

Um abraço do LineUP Poker Team!

#VoaLineUP #PokerNossaVida

RANKING SISTEMA LINEUP DE ENSINO 2.0

Fala galera, tudo certo?

Hoje trazemos aqui o resultado das 3 primeiras semanas do curso Sistema LieUP de Ensino 2.0.

Os 3 melhores colocados de cada semana recebem prêmios em $$$, recuperando o investimento inicial, ou boa parte dele, feito ao adquirir o curso.

Para saber tudo sobre as próximas datas do curso, cadastre-se clicando aqui.

Parabéns aos Campeões das 3 primeiras semanas de curso!

1ª Semana
1º Lugar • Pedro Lopes
2º Lugar • Francisco Nogueira
3º Lugar • Marcio Dovalibe

2ª Semana
1º Lugar • Marcio Dovalibe
2º Lugar • Francisco Nogueira
3º Lugar • Humberto Pucca

3ª Semana
1º Lugar • Tarcisio Ribeiro
2º Lugar • Joao Borsoe
3º Lugar • Anderson Domingos

Não podemos deixar de observar o belíssimo destaque de Marcio Dovalibe, que conquistou o 3º lugar na 1ª semana e cravou a 2ª.  Muito bem!!!

Em breve traremos o resultados da 4ª Semana. Fique ligado e bons estudos. GL!!!!!

#VoaLineUP #PokerNossaVida

Campeonato Brasileiro por Equipes e uma importante lição.

Recentemente, eu participei do Campeonato Brasileiro de Poker por Equipes e pude consolidar um ensinamento muito importante, ao longo desta competição. Vou compartilhá-lo com você, neste post.

Mas antes, falarei um pouco da chave duríssima que peguei nos Heads UP’s do primeiro dia de competição. Foram quatro no total: Decano, Carlos Porto e João Bauer duas vezes.

Um fato curioso foi que, logo após o sorteio, mencionei com os amigos do Ceará que o Carlos Porto, apesar de um adversário muito difícil, seria o mais “fácil” da chave. Talvez não tenha sido muito inteligente da minha parte fazer este comentário, porque o Portinho entrou com sangue nos olhos e me operou. Foi o HU mais rápido e aquele em que eu me senti mais desconfortável. Parabéns para ele que deu um show de como se ajustar a um oponente.

Os outros 3 HU’s foram bem mais disputados, com idas e vindas e chances de vitória para qualquer lado. Acabei perdendo 3 (Porto, Decano, Bauer) e ganhando 1 para o João Bauer, que foi o cara que mais me impressionou, talvez por termos jogado 2 HU’s e passado mais tempo na mesa, mas seja lá qual for a razão, o homem é um monstro. Não que eu já não soubesse disso, mas ficou ainda mais claro para mim quão brilhante é a sua mente. Ele me colocava em situação difícil a todo momento, me fez foldar muito mais do que eu gostaria. Eu tive que ser muito disciplinado para não surtar por completo lol.

Agora voltando ao motivo principal do post – a lição que eu consolidei nesse torneio, depois de jogar por algumas horas contra alguns dos maiores nomes do Poker Brasileiro:
Grandes jogadores pagam perdendo com uma frequência muito baixa no River. Eles podem até pecar por foldar demais, mas jamais pecarão por dar muitos call’s errados. Por um simples motivo: quando você dá um call errado no River, ele custa MUITO caro, porque o pote já foi construído no pre-flop, flop e turn.

Uma das coisas que funcionam como medida para avaliar se estou jogando bem é exatamente isso. Quantos call’s eu dei no River, nesta seção? Quantos foram certeiros? Se o percentual de acertos for inferior a 20%, eu sei que não estou jogando nem perto do meu melhor.

Observe isso no seu jogo e veja o quanto que os call’s no River estão te prejudicando ou ajudando e faça os ajustes necessários para realizá-los de forma cirúrgica. Tenho certeza que você vai se tornar um jogador muito melhor caso diminua essa falha, ainda que minimamente.

Para ter acesso a mais conteúdos como esse, cadastre o seu e-mail aqui.

Um grande abraço e nos vemos no pano,
Chenaud.
#PokerNossaVida

Seja como um leão 🦁

Uma grande dificuldade que meus alunos manifestam nas aulas é como ajustar o range contra jogadores fracos que jogam muitas mãos.

O maior erro que eu acredito que eles cometem ao buscar esse ajuste ideal, é não escolher o momento certo para contra-atacar esse adversário maníaco. Quando você identifica que ele está numa maré de sorte, jogando muitas mãos ruins e acumulando muitas fichas, o mais normal é vc querer jogar toda mão contra ele. Nesse caso, você estará jogando o jogo dele e não ele o seu.

Você deve seguir utilizando a sua estratégia, mas agora ajustada pro cenário específico, que é o que se apresenta com esse oponente na mesa. Selecione mãos que jogam bem pós-flop ou que dominam o range dele de limp (AJ,AT,KQ,KJ, TJs, QJs, pares… além do topo do seu range é claro). Evite jogar fora de posição, especialmente contra esse adversário, e opte por dar raise isolando ele pra jogar heads-up no flop, aumentando ainda mais suas chances de sucesso.

No entanto, você não deve jogar todas as mãos contra ele nem tampouco abrir demais o seu range.

Essa não é a melhor saída!

Pense comigo: se você não jogar contra esse oponente, ele continuará jogando o mesmo número de mãos e enquanto ele permanecer na mesa, você seguirá com a mesma oportunidade de dobrar suas fichas em cima dele. Ou seja, selecione suas mãos para partir com uma vantagem matemática sobre ele e não se sinta mal quando essa vantagem não prevalecer, afinal de contas tudo o que vc tem é uma vantagem matemática, mas aquele pot não é seu por natureza. Algumas vezes você irá perdê-lo e deve seguir em frente buscando outros cenários que lhe favoreçam. Esse conjunto de boas decisões, atreladas a cenários bem escolhidos, farão com que você seja um jogador lucrativo nas mesas 💰

Já viu um leão caçando? Ele não ataca a primeira presa que aparece no seu raio de ação. Ele se aproxima sorrateiramente, prepara uma emboscada e parte pro ataque com maiores chances de ser bem sucedido na missão. Ainda assim, ele falha a maior parte das vezes.

Nas mesas, você deve ser esse Leão que se prepara ao máximo pra ter mais chances de sucesso na caçada, selecionando seus spots com todas as minúcias que eles exigem. Ainda assim, você falhará mais do que obterá êxito em relação ao número total de torneios que jogar.

Mas assim como o leão não precisa se alimentar todo dia pra se manter forte e saudável, você não precisa ganhar todo torneio que participa pra ser lucrativo no poker.

Mesmo falhando a maior parte do tempo, no longo prazo, o leão vai bem.

Seja um predador nas mesas!

Abraços,
Chenaud.
#PokerNossaVida

WSOP 2017

Como muitos de vocês devem ter acompanhado, eu passei 15 dias em Vegas jogando Poker (1-15 Junho). Quero compartilhar um pouco da experiência que vivi nesses 15 dias de muita action, duas deep runs e bastante aprendizado.

Essa foi a minha terceira vez na cidade do pecado. Havia 5 anos que eu não ia lá, apesar de todo ano fazer planos pra ir no ano seguinte. A verdade é que jogar em Vegas é muito caro e a decisão de ir pra lá tem que ser pensada e planejada de forma minuciosa pra não haver contratempos e sustos maiores. As duas primeiras vezes que visitei a capital mundial do jogo, passei apenas uma semana e joguei poucos torneios. Apenas um WSOP de $1000 em cada uma delas e alguns torneios paralelos. Dessa vez, tive a oportunidade de passar mais tempo e fazer uma reta maior, o que me deixou muito feliz.

Já de cara, uma grande lição que aprendi nas duas primeiras viagens, e pude tirar proveito nessa terceira, foi o fato de saber que Vegas não é brincadeira pra criança. Aquela cidade realmente testa os nossos limites. As tentações são inúmeras (cassino, festas, mulheres, torneios pra todos os gostos…). Atrelado a tudo isso ainda temos as dificuldades do clima, do fuso-horário, da alimentação muitas vezes precária e a fadiga mental e física, em algum momento, bate à nossa porta.
Não foi à toa que escolhi passar apenas 15 dias em Vegas.

O meu plano era o seguinte: passo 15 dias, faço uma reta relativamente barata, se forrar estendo a viagem porque estarei com o ânimo renovado. Caso o resultado desses 15 dias seja empate, prejuízo significativo ou lucro pequeno, volto pra casa com a consciência de estar fazendo o melhor negócio do mundo.

Sinceramente, eu acredito que se largar mal nos primeiros 15 dias, a chance do restante da reta ser um fiasco eh bem maior do que a de reverter esse cenário. O desgaste mental eh muito grande e os desafios aumentam a medida que vc começa pra trás. Muitas vezes o “fold” eh a decisão mais lucrativa ou a que menos traz prejuízo no longo prazo. O que basicamente significa a mesma coisa, já que dinheiro economizado = dinheiro ganho.

Nesse período, joguei 9 torneios, sendo 5 eventos do WSOP( 2 ITM – 40%) e 4 torneios paralelos (1 ITM- 25%). Em um destes ITM que fiz no mundial, fiquei em 99 lugar de 18000 competidores. Na cara do gol pra arrumar 1.000.000 de dólares e mudar de vida, que é o sonho de todo jogador de poker. Infelizmente, as coisas não aconteceram como eu gostaria, mas a gente que joga há tanto tempo sabe como isso funciona. A única coisa que podemos fazer é a nossa parte bem feita e torcer pra vontade do baralho se alinhar com a nossa.

Apesar de ter ficado ligeiramente negativo na reta, principalmente por conta do imposto de 30%, considero os meus 15 dias em Vegas uma experiência maravilhosa. Tive chances de mudar de vida com uma premiação gigantesca, pude jogar contra alguns dos melhores jogadores do mundo, aprender com eles e o melhor de tudo – aumentar ainda mais a minha confiança pra buscar o meu tão sonhado Big Hit.

No próximo post, vou contar com mais detalhes o que aconteceu nesses torneios. Até lá, deixo aqui os meus sinceros agradecimentos pela torcida e apoio de todos vocês! Recebi muitas mensagens que me deram força nos momentos difíceis e isso faz toda a diferença no andamento dos torneios, já que eles são uma grande maratona.

Fiquem com Deus! Um grande abraço e nos vemos em breve,
Chenaud.
#PokerNossaVida

SCOOP 2017 É BRASIL! É LINEUP!

Hoje eu tenho uma história muito especial pra contar pra vc.

Em Março deste ano, Leonardo Sande se matriculou no Sistema LineUP de Ensino, se dedicou muito até o fim do Curso, a ponto de conquistar o 8º lugar no Ranking Geral.

Resultado: Fez o curso, aprendeu técnicas valiosas, ganhou dinheiro por ter ficado em 8º no Ranking, mas não ficou só nisso. Ontem, 18/05/2017, o destino lhe reservava algo maior e ele teve a grande recompensa por seus esforços: Sagrou-se campeão do SCOOP e levou pra casa mais de 32 mil dólares 😳

São histórias transformadoras como essa que o LineUP gosta de contar. Em nome de toda a nossa equipe eu parabenizo o nosso aluno Leonardo Sande pelo grande feito. Agora ele faz parte de um seleto grupo de ganhadores do SCOOP.

Parabéns Leo 👏👏👏👏 que seja o primeiro de muitos.

#VoaLineUP 🚀📈🆙
#PokerNossaVida