Não seja preguiçoso!

A evolução no poker não passa por um modelo de aprendizado preguiçoso. Ainda que você compreenda bem isso, muito provavelmente não está agindo de acordo, nas mesas.

O poker evoluiu muito rapidamente nos últimos cinco anos e já não há mais espaço para o jogador talentoso e desleixado se sobressair sobre seus adversários. Haverá ainda menos espaço, para esse perfil de jogador, nos próximos anos. Para aqueles que ainda não ocupam um lugar ao sol e querem fazê-lo, o trabalho deve ser ainda mais dedicado e metódico.

O que me levou a falar sobre isso, neste artigo?

Depois que eu comecei a minha trajetória como instrutor de time e professor de cursos de poker, pude notar claramente essa lacuna no aprendizado dos jogadores – tratar o geral como específico e o específico como geral.

O poker é um microssistema da vida, logo quão mais minucioso e detalhista você for nas suas análises, maiores serão suas chances de encontrar uma melhor decisão subseqüente.

Um exemplo claro dessa generalização preguiçosa, que muito atrapalha a qualidade das decisões dos jogadores menos dedicados, é tratar todo “fish” como uma coisa só.

Acho muito curioso como diversas decisões com fundamentos equivocados, são justificadas com “o adversário era um fish, então eu optei por…”
“Dei esse call no River porque o cara era “fish” e jogava toda mão”
Essa análise pobre pode prejudicar absurdamente a qualidade das suas decisões e também a sua evolução no poker.

Quando você rotula um jogador como fish, é fundamental que você categorize ele. Siga observando atentamente o seu comportamento objetivando enxergar padrões, porque ele pode ser fish por jogar muitas mãos marginais, porém não blefar nunca o River (a segunda ação não é uma consequência natural da primeira). Ele pode ser fish por pagar todos os 3bets, ou ainda por não defender o Big Blind numa frequência mínima satisfatória. Pode ser fish porque paga muito e aposta pouco, ou por apostar sempre o pot em todas as streets. Enfim, não dá para você rotular o cara como fish e ficar satisfeito com essa qualificação. É muito pobre e não atende as suas necessidades para tomar decisões melhores.

O outro lado da moeda também ocorre bastante- generalizar eventos específicos e tratá-los como verdade absoluta.

Exemplo: você da raise e toma dois 3bets seguidos do mesmo oponente. Imediatamente já rotula o cara como super agressivo que 3beta bastante light etc sem levar em conta que o cara pode ter recebido duas mãos de grande valor.

Esse rótulo indevido vai lhe custar lá na frente uma decisão importante, porque você vai interpretar mal a pessoa por pura preguiça de analisar o cenário com uma profundidade maior. Seguir observando o comportamento do adversário é fundamental nesse processo de conhecimento.

É preciso fazer mais, muito mais que isso. Há de se fazer notes o mais específicas possíveis para otimizar suas decisões contra todo adversário que enfrentar. Jogue menos mesas e se acostume a fazer notes com essa qualidade. Você vai perceber como o seu ajuste em relação a cada adversário vai melhorar consideravelmente.

É muito importante você analisar com precisão e depois concluir qual a melhor solução para esse comportamento do adversário. Jamais contentar-se em estabelecer padrões a partir de rótulos empregados de forma preguiçosa, sem nenhuma responsabilidade. Não seja o cara que justifica seu insucesso pela incapacidade do outro de entender suas jogadas. Se as suas decisões não vem trazendo resultados positivos, tenha certeza que você tem bastante espaço para melhorá-las e a solução para isso não passa por reclamar da jogada dos adversários ou rotulá-los como fishes.

Em cada rótulo de fish, existe um ser humano por trás, carregado de peculiaridades que o definem. Mergulhe no mundo desse adversário e tome melhores decisões a partir de ajustes cirúrgicos. Desenvolva empatia para respeitar esse cara, compreendê-lo melhor e se ajustar a ele com maior precisão.  Acima de tudo, respeite a abordagem do fish com o poker. Ele também pode te ensinar algumas linhas extremamente interessantes.

Mãos à obra e nos vemos no pano.
Abraços,
Chenaud.
#pokernossavida
🚀🚀

Não tenha um plano B para os seus sonhos!

Em Março de 2008 eu tranquei minha faculdade de direito no nono semestre e não foram poucos os que me chamaram de louco, irresponsável, imaturo… por fazê-lo. À época, eu tinha uma coisa clara na minha mente: não fazia nenhum sentido, eu comprometer muitas horas do meu dia dedicando-me a algo que não estava alinhado com o meu sonho: ser jogador profissional de poker. Aquelas horas pareciam muito mais tempo perdido do que investido.

Esta, no entanto, não foi uma decisão que tomei por impulso. Não foi algo que aconteceu do dia para a noite. Eu esperei 2 anos para bater o martelo. Foram 2 anos estudando, praticando e ganhando no poker, enquanto cursava a faculdade de direito. Depois de passar por esse período, ganhando consistentemente, é que eu resolvi trancar o curso e ir “all in” no poker. Era a decisão mais importante da minha vida.

Felizmente, eu escutei o meu coração e tomei a direção certa. Ao longo do caminho, contudo, não foram poucas as vezes em que eu questionei a minha capacidade de prevalecer sobre meus adversários e viver do jogo. Ainda mais frequente foram as vezes que pensei em abandonar minha carreira e seguir outro rumo- um mais seguro, que não me
exigisse tanto e que me proporcionasse uma vida mais normal, com direito a passar os fins-de-semana com meus amigos.

Se eu contar para vocês um dos fatores mais importantes que me fizeram permanecer e seguir em frente, lutando contra as adversidades e superando desafios, certamente hei de deixá-los boquiabertos: eu não tinha um diploma na minha parede. Sim, meus caros, não ter essa peça tão valorada pela sociedade, salvou minha carreira.

O diploma, que para muitos, representa o início de um sonho, possivelmente seria o fim do meu, em diversos momentos. É sempre muito mais fácil desistir do que seguir em frente, destruir a construir… a carreira de um jogador de poker é das mais difíceis que eu conheço. Ela é tão difícil que muitos chegam a considerá-la impossível.

Uma lição valiosa que aprendi trilhando a carreira de jogador profissional é um velho clichê: nunca desista! Pude, então, entender claramente o porquê dos clichês se desgastarem. A meu ver, eles são conhecimentos tão valiosos que as pessoas compreendem, repetem e defendem, exaustivamente, sem jamais colocá-los em prática. Apenas alguns poucos o fazem e estes são recompensados por seus esforços.

Seguir em frente, sem jamais desistir! Como fazê-lo quando se tem um plano B aguardando-o para ser implementado naqueles momentos mais difíceis? Momentos estes, que são a chave para realizar grandes feitos, já que superá-los é um fator decisivo nesse processo de evolução rumo a consecução dos nossos maiores objetivos.

Quando se tem um plano “B”, é muito mais cômodo trocar as noites em claro e as lágrimas de dor que forjam o nosso caráter, pelas facilidades de um novo recomeço. A má notícia é que esse novo recomeço vai atingir o estado evolutivo que você agora se encontra nessa atividade “A”. Neste momento, você então buscará um plano “C”, um “D”, até acabar com todas as letras do alfabeto sem terminar coisa alguma, ficando pelo caminho, furtando-se a viver, sendo mais um na multidão.

Sou muito grato por ter vivido tantas adversidades na minha carreira como jogador por que são as cicatrizes dessas batalhas que marcam a minha alma e revelam quem eu sou. Se o caminho fosse reto, haveria menos escuridão e menos luz também. Prefiro, contudo, percorrer os caminhos dos extremos para um dia, quem sabe, alcançar o palácio da sabedoria e compartilhar minha experiência com as gerações futuras, fazendo a roda girar.

Um grande abraço e até a próxima,
Chenaud.

#PokerNossaVida

Heróis são forjados na dor!

Quando eu era criança, tinha o hábito de ler estórias de super-heróis. Ficava fascinado com aqueles personagens incríveis que ganhavam vida nos quadrinhos. Eles me inspiravam, me faziam sonhar, me desafiava a imitá-los…

À medida que eu fui crescendo, pude entender melhor o porquê de eu achar aqueles personagens tão incríveis e o papel que eles tiveram na minha formação. Sim, eles me educaram! Com louvor, eu diria.

Havia algumas características comuns a todos os super-heróis que eu lia nos quadrinhos: super-poderes, desafios tidos como impossíveis de ser alcançados, adversários que eram muito mais fortes do que eles e o principal: DOR. Havia muita dor em suas trajetórias.

Super-heróis são forjados na dor. São incompreendidos, até mesmo por aqueles beneficiados por sua ajuda. A polícia os via como inimigos e queria prendê-los, a população os enxergava como uma grande ameaça ou aberração. Mesmo com todas essas condições adversas, mesmo se sentindo incompreendidos, eles não hesitavam em cumprir sua missão. Isso não era negociável.

Você deve estar se perguntando aonde eu quero chegar com essa conversa toda. Pois bem, agora eu te conto.

Quando se trata de exercer a sua individualidade em um mundo que cultua o padrão, você precisará desenvolver as características de um super-herói. Você terá que aprimorar suas habilidades a ponto delas serem confundidas com super-poderes. Haverá de ser resiliente para seguir lutando diariamente para cumprir a sua missão, ainda que o mundo inteiro não compreenda ou te ache um completo idiota por acreditar que ela é possível.

Acredito que todo mundo que um dia tenha sonhado em ser jogador profissional de poker, compreenda bem a mensagem dessa história. As adversidades são muitas, elas parecem não ter fim, seja dentro da mesa ou fora dela, quando a sociedade questiona sua escolha de vida.

Eu tive que vencer muitas barreiras pra poder seguir o meu sonho de viver a carreira de um jogador profissional. Não estou aqui estimulando você a fazer o mesmo, mas definitivamente estou incentivando-o, caso este seja também o seu sonho, a lutar com todas as suas forças para realizá-lo. É disso que a vida é feita: escolher o seu caminho e cumprir a sua missão. Os super-heróis entendem bem isso.

Quando você se olhar no espelho e ver um herói, não se espante! Certamente você está vivendo o seu caminho e não aquele que escolheram pra você. E a jornada, apesar de muito dura, é maravilhosa, uma grande aventura! A sua coragem de vivenciá-la fará com que saboreie a vida como alguém que realmente viveu. Do seu jeito, à sua maneira… e quando estiver velhinho vai contar pros seus netos as aventuras incríveis da sua jornada, ao invés de aconselhá-los com o coração cheio de culpa a fazer aquilo que um dia você teve a oportunidade, mas lhe faltou coragem para fazê-lo.

Para o alto e avante super-heróis!
O mundo precisa de vocês!
Não se esqueçam que a dor é a sua maior aliada no processo de evolução, jamais uma inimiga.

Afinal de contas, super-heróis são forjados na dor.

Um grande abraço e nos vemos nas mesas.
Chenaud.
#PokerNossaVida

Campeonato Brasileiro por Equipes e uma importante lição.

Recentemente, eu participei do Campeonato Brasileiro de Poker por Equipes e pude consolidar um ensinamento muito importante, ao longo desta competição. Vou compartilhá-lo com você, neste post.

Mas antes, falarei um pouco da chave duríssima que peguei nos Heads UP’s do primeiro dia de competição. Foram quatro no total: Decano, Carlos Porto e João Bauer duas vezes.

Um fato curioso foi que, logo após o sorteio, mencionei com os amigos do Ceará que o Carlos Porto, apesar de um adversário muito difícil, seria o mais “fácil” da chave. Talvez não tenha sido muito inteligente da minha parte fazer este comentário, porque o Portinho entrou com sangue nos olhos e me operou. Foi o HU mais rápido e aquele em que eu me senti mais desconfortável. Parabéns para ele que deu um show de como se ajustar a um oponente.

Os outros 3 HU’s foram bem mais disputados, com idas e vindas e chances de vitória para qualquer lado. Acabei perdendo 3 (Porto, Decano, Bauer) e ganhando 1 para o João Bauer, que foi o cara que mais me impressionou, talvez por termos jogado 2 HU’s e passado mais tempo na mesa, mas seja lá qual for a razão, o homem é um monstro. Não que eu já não soubesse disso, mas ficou ainda mais claro para mim quão brilhante é a sua mente. Ele me colocava em situação difícil a todo momento, me fez foldar muito mais do que eu gostaria. Eu tive que ser muito disciplinado para não surtar por completo lol.

Agora voltando ao motivo principal do post – a lição que eu consolidei nesse torneio, depois de jogar por algumas horas contra alguns dos maiores nomes do Poker Brasileiro:
Grandes jogadores pagam perdendo com uma frequência muito baixa no River. Eles podem até pecar por foldar demais, mas jamais pecarão por dar muitos call’s errados. Por um simples motivo: quando você dá um call errado no River, ele custa MUITO caro, porque o pote já foi construído no pre-flop, flop e turn.

Uma das coisas que funcionam como medida para avaliar se estou jogando bem é exatamente isso. Quantos call’s eu dei no River, nesta seção? Quantos foram certeiros? Se o percentual de acertos for inferior a 20%, eu sei que não estou jogando nem perto do meu melhor.

Observe isso no seu jogo e veja o quanto que os call’s no River estão te prejudicando ou ajudando e faça os ajustes necessários para realizá-los de forma cirúrgica. Tenho certeza que você vai se tornar um jogador muito melhor caso diminua essa falha, ainda que minimamente.

Para ter acesso a mais conteúdos como esse, cadastre o seu e-mail aqui.

Um grande abraço e nos vemos no pano,
Chenaud.
#PokerNossaVida

Seja como um leão 🦁

Uma grande dificuldade que meus alunos manifestam nas aulas é como ajustar o range contra jogadores fracos que jogam muitas mãos.

O maior erro que eu acredito que eles cometem ao buscar esse ajuste ideal, é não escolher o momento certo para contra-atacar esse adversário maníaco. Quando você identifica que ele está numa maré de sorte, jogando muitas mãos ruins e acumulando muitas fichas, o mais normal é vc querer jogar toda mão contra ele. Nesse caso, você estará jogando o jogo dele e não ele o seu.

Você deve seguir utilizando a sua estratégia, mas agora ajustada pro cenário específico, que é o que se apresenta com esse oponente na mesa. Selecione mãos que jogam bem pós-flop ou que dominam o range dele de limp (AJ,AT,KQ,KJ, TJs, QJs, pares… além do topo do seu range é claro). Evite jogar fora de posição, especialmente contra esse adversário, e opte por dar raise isolando ele pra jogar heads-up no flop, aumentando ainda mais suas chances de sucesso.

No entanto, você não deve jogar todas as mãos contra ele nem tampouco abrir demais o seu range.

Essa não é a melhor saída!

Pense comigo: se você não jogar contra esse oponente, ele continuará jogando o mesmo número de mãos e enquanto ele permanecer na mesa, você seguirá com a mesma oportunidade de dobrar suas fichas em cima dele. Ou seja, selecione suas mãos para partir com uma vantagem matemática sobre ele e não se sinta mal quando essa vantagem não prevalecer, afinal de contas tudo o que vc tem é uma vantagem matemática, mas aquele pot não é seu por natureza. Algumas vezes você irá perdê-lo e deve seguir em frente buscando outros cenários que lhe favoreçam. Esse conjunto de boas decisões, atreladas a cenários bem escolhidos, farão com que você seja um jogador lucrativo nas mesas 💰

Já viu um leão caçando? Ele não ataca a primeira presa que aparece no seu raio de ação. Ele se aproxima sorrateiramente, prepara uma emboscada e parte pro ataque com maiores chances de ser bem sucedido na missão. Ainda assim, ele falha a maior parte das vezes.

Nas mesas, você deve ser esse Leão que se prepara ao máximo pra ter mais chances de sucesso na caçada, selecionando seus spots com todas as minúcias que eles exigem. Ainda assim, você falhará mais do que obterá êxito em relação ao número total de torneios que jogar.

Mas assim como o leão não precisa se alimentar todo dia pra se manter forte e saudável, você não precisa ganhar todo torneio que participa pra ser lucrativo no poker.

Mesmo falhando a maior parte do tempo, no longo prazo, o leão vai bem.

Seja um predador nas mesas!

Abraços,
Chenaud.
#PokerNossaVida

WSOP 2017

Como muitos de vocês devem ter acompanhado, eu passei 15 dias em Vegas jogando Poker (1-15 Junho). Quero compartilhar um pouco da experiência que vivi nesses 15 dias de muita action, duas deep runs e bastante aprendizado.

Essa foi a minha terceira vez na cidade do pecado. Havia 5 anos que eu não ia lá, apesar de todo ano fazer planos pra ir no ano seguinte. A verdade é que jogar em Vegas é muito caro e a decisão de ir pra lá tem que ser pensada e planejada de forma minuciosa pra não haver contratempos e sustos maiores. As duas primeiras vezes que visitei a capital mundial do jogo, passei apenas uma semana e joguei poucos torneios. Apenas um WSOP de $1000 em cada uma delas e alguns torneios paralelos. Dessa vez, tive a oportunidade de passar mais tempo e fazer uma reta maior, o que me deixou muito feliz.

Já de cara, uma grande lição que aprendi nas duas primeiras viagens, e pude tirar proveito nessa terceira, foi o fato de saber que Vegas não é brincadeira pra criança. Aquela cidade realmente testa os nossos limites. As tentações são inúmeras (cassino, festas, mulheres, torneios pra todos os gostos…). Atrelado a tudo isso ainda temos as dificuldades do clima, do fuso-horário, da alimentação muitas vezes precária e a fadiga mental e física, em algum momento, bate à nossa porta.
Não foi à toa que escolhi passar apenas 15 dias em Vegas.

O meu plano era o seguinte: passo 15 dias, faço uma reta relativamente barata, se forrar estendo a viagem porque estarei com o ânimo renovado. Caso o resultado desses 15 dias seja empate, prejuízo significativo ou lucro pequeno, volto pra casa com a consciência de estar fazendo o melhor negócio do mundo.

Sinceramente, eu acredito que se largar mal nos primeiros 15 dias, a chance do restante da reta ser um fiasco eh bem maior do que a de reverter esse cenário. O desgaste mental eh muito grande e os desafios aumentam a medida que vc começa pra trás. Muitas vezes o “fold” eh a decisão mais lucrativa ou a que menos traz prejuízo no longo prazo. O que basicamente significa a mesma coisa, já que dinheiro economizado = dinheiro ganho.

Nesse período, joguei 9 torneios, sendo 5 eventos do WSOP( 2 ITM – 40%) e 4 torneios paralelos (1 ITM- 25%). Em um destes ITM que fiz no mundial, fiquei em 99 lugar de 18000 competidores. Na cara do gol pra arrumar 1.000.000 de dólares e mudar de vida, que é o sonho de todo jogador de poker. Infelizmente, as coisas não aconteceram como eu gostaria, mas a gente que joga há tanto tempo sabe como isso funciona. A única coisa que podemos fazer é a nossa parte bem feita e torcer pra vontade do baralho se alinhar com a nossa.

Apesar de ter ficado ligeiramente negativo na reta, principalmente por conta do imposto de 30%, considero os meus 15 dias em Vegas uma experiência maravilhosa. Tive chances de mudar de vida com uma premiação gigantesca, pude jogar contra alguns dos melhores jogadores do mundo, aprender com eles e o melhor de tudo – aumentar ainda mais a minha confiança pra buscar o meu tão sonhado Big Hit.

No próximo post, vou contar com mais detalhes o que aconteceu nesses torneios. Até lá, deixo aqui os meus sinceros agradecimentos pela torcida e apoio de todos vocês! Recebi muitas mensagens que me deram força nos momentos difíceis e isso faz toda a diferença no andamento dos torneios, já que eles são uma grande maratona.

Fiquem com Deus! Um grande abraço e nos vemos em breve,
Chenaud.
#PokerNossaVida

É preciso muita sorte 🍀

Uma coisa muito difícil das pessoas entenderem é como o poker pode ter uma curva praticamente constante no longo prazo, enquanto dentro das mesas vemos aquela variância absurda que existe em um torneio. Aquele Deus nos acuda, bad beat acontecendo pra todos os lados…

A verdade é que sendo o longo prazo um conjunto de eventos de curto prazo, fica difícil do nosso cérebro compreender como as duas coisas se conectam. Inclusive porque cenários que frustram a gente, atingem diretamente o nosso emocional e isso nubla a capacidade do cérebro interpretar os fatos de forma racional.

É curiosa a forma como a matemática se manifesta. Se pensarmos que nossas chances de ganhar 3x seguidas uma situação de par maior contra par menor (80%/20%) são as mesmas de ganhar um “coin flip” (50%/50%), conseguimos visualizar com maior facilidade quanta sorte precisamos pra ganhar um torneio. Vejo pessoas falando em ter que ganhar várias situações desvantajosas pra ganhar um torneio. O buraco é muito mais embaixo, se ganharmos apenas as situações mais vantajosas, combinadas em sequência, isso já nos torna imensamente sortudos no curto prazo.

Nesses moldes, precisamos perder bastante quando somos favoritos pra que em um determinado torneio consigamos segurar todos esses cenários, ganhar mais alguns por baixo, conectar os boards quando jogamos post flop e então finalmente alcançarmos nosso maior objetivo- a vitória 🎯

É dessa forma que a matemática opera de forma perfeita no longo prazo. Não é à toa que gráficos de curto prazo são verdadeiras gangorras enquanto gráficos de longo prazo apresentam um retrato fiel do quanto aquele jogador prevalece sobre seus adversários.

Esse entendimento também ajuda bastante a lidar com as bad beats, porque fará com que vc enxergue cada uma delas como um investimento que acarretará na tão sonhada cravada. Como se fosse um banco, a cada bad beat sofrida vc acumula créditos. Quando os seus créditos atingem um determinado saldo, vc finalmente crava o torneio. Se vc não tem acumulado muitas bad beats é sinal que a cravada não está sendo construída.

💡Pense nisso e observe como sua relação com o jogo se harmonizará e vc naturalmente vai apresentar melhorias tanto na forma de jogar quanto em se relacionar com a variância do jogo, que é bem alta no curto prazo.

Abraços,
Chenaud
#PokerNossaVida

PS: 📝 Se quiser fazer um exercício interessante, vc pode conferir o histórico de mãos que vc jogou em um torneio que foi campeão. Conte a quantidade de vezes que vc ganhou all ins pre flop e quantos vc perdeu. Vai notar claramente que a balança estava desnivelada. Pra nivelar isso, vc vai ter que perder bastante all in em outros torneios. É dessa forma que a matemática se torna perfeita no longo prazo.

A VIDA NÃO PEDE LICENÇA!

A vida é como um trem que passa todo dia pela estação e te encontra lá em um desses dias. Ele pára e você não entra.

Algum tempo depois, ele passa novamente pela estação, te encontra ali sentado mais uma vez, pára e VOCÊ NÃO ENTRA.

Mais um tempo depois, acontece isso pela terceira vez.

Quando chega na quarta, o trem da vida te encontra na estação, desvia-se dos trilhos e te atropela com toda a sua força, sem qualquer piedade. Vc vai a lona!

Ele faz isso por um único motivo:

Ele quer o seu bem!

Ele sabe que precisa te estimular a subir no trem. Ele te convida a viver, mas não aceita “NÃO” como resposta.

O trem da vida não pede licença, irmão!

Como anda a sua relação com o trem da vida? Você sobe quando ele passa na sua estação ou você o deixa passar porque sabe que ele vai passar de novo? Passar de novo? Até quando?

Abraços,
Chenaud.

Você pensa muito ou executa?

Nossa maior meta, a de longo prazo, só pode ser enxergada e definida sob orientação do nosso coração.
A mente (os pensamentos), serve tão somente pra implementar essa meta de longo prazo que o coração define.
Ela não nos guia. Antes, nos atrapalha.
Porque cobra um preço alto por isso.

Pensamentos demais são nocivos pois quem pensa muito, hesita. Quem hesita não faz. Quem não faz, perde a experiência última do aprendizado que é meter a mão na massa.

É exercendo nossa atividade que a gente consegue perceber aonde está falhando, aonde está acertando, quais pontos precisamos melhorar, quais abolir… A ação nos transforma da forma que quisermos. Basta direcionarmos nossa conduta pro lugar aonde queremos ir.

De uma forma ou de outra, em algum momento chegaremos lá.

Somente uma coisa pode evitar isso – desistir.  E as tentações são muitas nesse sentido. Elas são maiores que as do próprio sucesso, por exemplo. Não é à toa que muitos mais cedem as tentações da desistência, ao invés de seguir em frente pra provar o sabor do sucesso.

A desistência só parece melhor. Ela é igual um vício qualquer. No curto prazo, ele te encanta, te alivia, te relaxa. No longo prazo, o seu coração se sente alvejado, você tá indo pra um lugar que ele não queria que você fosse. Você está numa encruzilhada.

Como fugir disso?
Seguir em frente não importa como.

Reunir forças e ter certeza de que aquele obstáculo passageiro será superado. O universo é mudança. Você sairá dali em algum momento. A pergunta é: vai bater no obstáculo e voltar ou removê-lo e seguir adiante pra vislumbrar novos horizontes, lindos, coloridos e cheios de vida? Uma coisa é certa, o lugar que você está hoje, amanhã não estará mais.

Espero te encontrar em um lugar mais alto, pois é lá que eu quero estar. A minha escolha eu já fiz.

Abraços,
Chenaud – Equipe LineUp Poker

Cravada do High Roller e Curso Gratuito do LineUP!

chenaunpsrecife

Cheguei em casa, depois de passar uma semana maravilhosa no Recife, e só agora pude parar pra curtir a cravada do High Roller NPS. Eu nunca me canso de falar: como é bom ganhar! É bom demais! Gosto de falar isso em voz alta, pra que a minha mente entenda o quanto aquilo é importante pra mim. Pode parecer uma grande loucura, mas a verdade é que a nossa mente nos prega muitas peças e, por incrível que pareça, ela nos guia pra onde a gente não quer ir. A zona de conforto é o seu objetivo maior. E isso vai de encontro ao que precisamos fazer pra atingir os nossos objetivos. Por isso, costumo educar a minha mente pra que ela seja domesticada e guiada por meus maiores objetivos. Falar, em voz alta, quais objetivos são esses, nos presta um grande serviço!
Qual o meu objetivo no poker? Pra onde eu to indo? Como posso melhorar minha jornada pra curtir a caminhada em vez de morrer de ansiedade pra alcançar o topo da montanha? O Curso gratuito do LineUP Poker pode me ajudar nessa caminhada? Ele serve pra mim?
Se vc se fez essas perguntas enquanto as lia aqui, então eu vou te ajudar a responder algumas delas, já que algumas outras apenas vc poderá responder.

O curso gratuito do LineUP Poker com certeza vai te ajudar na sua caminhada!
Vc terá contato com ideias, estratégias, sacadas… que foram pensadas e escolhidas de forma criteriosa pra te ajudar nesse processo de aprendizado.
Nós vamos te ajudar a formular suas convicções e utilizá-las de forma produtiva.

Perfil 1 – “Chenaud, eu sou um jogador muito experiente e esse curso é básico demais pra mim.”
Se vc fez essa afirmação, esse curso certamente vai te ajudar muito.

Perfil 2 – “Chenaud, acredito que possuo alguma experiência no poker, sei que vou aprender algumas coisas, mas tenho dúvidas se o tempo e energia que vou empregar nesses estudos valerá a pena pra mim.”
Se vc fez esse tipo de indagação, o curso com certeza vai te ajudar em diversos pontos, mas o primeiro perfil de jogador vai aprender mais que vc. Talvez não aprenda mais, porém ele tem mais espaço pra aprender do que vc. Vc está num patamar acima dele na escada evolutiva de aprendizado.

Gosto desses exemplos pra deixar claro que o curso não foi feito de qualquer jeito. Nós colocamos muita energia e dedicação pra levar pra vc algo que te toque, te desafie, faça vc repensar seus métodos de abordagem do Poker e evolua nesse processo.

Deixo aqui o meu convite pra vc se juntar ao grupo de jogadores que vencem no jogo. Queremos que vc sinta a alegria da vitória com mais frequência, pq ela é simplesmente maravilhosa! Eu nunca me canso de falar: COMO É BOM GANHAR!

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